quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Leveza de ser...


Absorvida fazendo as metas deste ano, medito sobre coerência...


Quando aquilo que falamos desencadeia um pensamento e um sentimento e esses dois desencadeiam emoções e daí eu passo naturalmente, a agir consoante tudo isso, então, posso deduzir que somos coerentes por natureza!  

Vamos agora, refletir juntos...
Para agirmos com incoerência deve ter um momento que consciente
ou inconscientemente, interferimos nesse ciclo natural de forças e conseguimos impactar uma ação diferente daquela que aconteceria nesse processo natural...

Demonstrando portanto, aparentemente, que demanda um gasto de energia maior agirmos com incoerência...
Vamos fazer uma analogia com a natureza...
As plantas, as montanhas, os animais... apenas são... descansam no ser... cada um somente É...

E nesse ser, percebemos harmonia, leveza, paz...
Uma sacralidade, um estado natural de ser...

Desta forma, pode ser, que para acontecer algo diferente disso, exigi-se um gasto maior de energia...


Assim, podemos cogitar que, no momento em que vermos, ouvirmos e sentirmos que estamos desencadeando um gasto maior de energia, é porque estamos deixando a dimensão de simplesmente ser e adentrando por caminhos que poderão nos desarmonizar... e nessa hora, pode ser importante analisar melhor o que queremos...


quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Impermanência

Para mim o fato de estarmos continuamente em processo de expansão
é apaixonante...

Quando olho, ouço e sinto como eu falava, pensava e agia a minutos atrás,
parece-me incrível...
O mesmo digo de 01 ano atrás quando avalio meu último 31 de dezembro...
Isso dá um sabor especial à minha vida...

Com empenho, dedicação, persistência, perseverança, comprometimento, caminho
aberta ao novo... às novas idéias, novas estratégias, novos momentos...
Dando a mim mesma o presente de renascer todos os dias... Impermanentemente...


Altos e baixos

Mais uma fase termina...

E outra se inicia...


Foi um ano de bastante aprendizado...
Um deles é que a vida em vez de dar saltos, ela oscila em altos e baixos...
A vida também alterna-se entre momentos de expansão e momentos de contração...
Entre momentos de limitação e de rompimento de limites...
Entre períodos de tranquilidade e períodos mais desafiadores...

Assim é a vida...
Sou um ser habitando num corpo humano limitado e isso fica muito aparente nos momentos de oscilações, mesmo já tendo optado pelo caminho consciente do amor, da devoção, do coração e em direção à luz clara da consciência plenamente elevada...
As sementes do amor, do coração, da devoção já foram plantadas e, do meu jeito elas são regadas e adubadas...

Existe e é consciente um anseio enorme válido e vivo de aceitar plenamente minha parte humana com suas limitações...
Para mim, entendo que é assim mesmo, enquanto estiver nesse corpo e nesse planeta, a vida oscilará e humanamente eu também, entre uma polaridade e outra...
Tornando o fato de viver aqui na terra uma experiência inusitada... atrativa... 

...com um aprendizado contínuo, onde cada um dá o melhor de si, segundo as informações, valores e crenças que possui, livros que lê e leu, cursos que faz e fez, educação que recebe e recebeu...


sexta-feira, 31 de outubro de 2014

A inutilidade e o amor

Ter que ser útil pra alguém é uma coisa muito cansativa. É interessante você saber fazer as coisas, mas acredito que a utilidade é um território muito perigoso porque, muitas vezes, a gente acha que o outro gosta da gente, mas não. Ele está interessado naquilo que a gente faz por ele. E é por isso que a velhice é esse tempo em que passa a utilidade e aí fica só o seu significado como pessoa. Eu acho que é um momento que a gente purifica, né? É o momento em que a gente vai ter a oportunidade de saber quem nos ama de verdade.

Porque só nos ama, só vai ficar até o fim, aquele que, depois da nossa utilidade, descobrir o nosso significado. Por isso eu sempre peço a Deus para poder envelhecer ao lado das pessoas que me amem. Aquelas pessoas que possam me proporcionar a tranquilidade de ser inútil, mas ao mesmo tempo, sem perder o valor.
Quero ter ao meu lado alguém que saiba acolher a minha inutilidade. Alguém que olhe pra mim assim, que possa saber que eu não servirei pra muita coisa, mas que continuarei tendo meu valor.
Porque a vida é assim, fique esperto, viu? Se você quiser saber se o outro te ama de verdade é só identificar se ele seria capaz de tolerar a sua inutilidade. Quer saber se você ama alguém? Pergunte a si mesmo: quem nessa vida já pode ficar inútil pra você sem que você sinta o desejo de jogá-lo fora?
É assim que descobrimos o significado do amor. Só o amor nos dá condições de cuidar do outro até o fim. Por isso eu digo: feliz aquele que tem ao final da vida, a graça de ser olhado nos olhos e ouvir do outro: "você não serve pra nada, mas eu não sei viver sem você".
Autor: Padre Fábio de Mello